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Brasil bate recorde de novos negócios, mas continua especialista em quebrar empresas

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Nunca se abriu tanta empresa no Brasil. Só nos primeiros meses de 2025, mais de 1,8 milhão de novos negócios foram formalizados. O número impressiona, vira manchete e alimenta o discurso do empreendedorismo em alta. Mas existe um dado que quase sempre fica em segundo plano: cerca de 1 milhão de empresas fecharam as portas no mesmo período.

O problema não está em abrir empresas. Está em abrir sem estratégia, sem posicionamento e sem investir em marketing. Para o jovem empresário e estrategista Ares Oliver, o Brasil não vive uma crise de iniciativa, vive uma crise de decisão. “As pessoas começam negócios acreditando que esforço resolve tudo. Mas esforço sem direção só acelera o fracasso”, afirma.

A leitura de Ares vem da prática. Antes de se tornar dono de agência e atuar com posicionamento de empresas e figuras públicas, ele passou pelo SEBRAE-ES, onde pode visualizar de perto a realidade de pequenos e médios empresários. O padrão se repetia. “Eles trabalhavam muito, buscavam cursos e treinamentos, vendiam no início, mas não tinham clareza de mercado, não sabiam se diferenciar e, principalmente, tratavam marketing como gasto e não como investimento”, analisa.

O roteiro costuma ser o mesmo. O negócio nasce, começa a vender por indicação ou esforço direto do dono e cria a ilusão de que está tudo funcionando. Sem posicionamento claro, a empresa vira refém de preço. Sem estratégia, cada decisão é tomada no improviso. E sem marketing estruturado, o crescimento simplesmente trava

Quando o mercado aperta, a concorrência aumenta ou os custos sobem, o empresário entra em modo defensivo. A primeira reação quase sempre é cortar o que considera “supérfluo”. E o marketing costuma ser o primeiro da lista. “É aí que a empresa começa a morrer em silêncio. Sem marketing, o negócio perde visibilidade, autoridade e capacidade de gerar demanda previsível”, afirma Ares.

Na prática, isso se traduz em comunicação confusa, dificuldade de se diferenciar, preços incoerentes e mudanças constantes.

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